Tudo começou quando perdi a companhia que alegrava meu espírito.
Alguém que estava em mim. Não há mais ninguém que sobreviva a fúria da
enxurrada que por todos os dias celebra nossos anos de casamento.
Eu desprezei minha emoção, caminhei por ruas escuras, eu pensei que
alguém fosse chegar pra segurar a triste fúria. Fui incompleta, só.
Não importa mais nada, alguém quer se dividir,
Só há um motivo que me prende aqui,
Isso não é algo que eu possa explicar.
Ínfimo
Usa, abusa
Dos costumes infame,
Como é bom ser ínfimo.
A crítica da atração me governa, me guia.
A ira da destruição.
Não me leva. Nem eleva.
Não uso de segredos meus,
Descubro os teus.
Chantagem.
Ato puramente,
Deprimente,
Deslustrado.
Alma lapidada.
Na arte,
Conspurcada.
Dos costumes infame,
Como é bom ser ínfimo.
A crítica da atração me governa, me guia.
A ira da destruição.
Não me leva. Nem eleva.
Não uso de segredos meus,
Descubro os teus.
Chantagem.
Ato puramente,
Deprimente,
Deslustrado.
Alma lapidada.
Na arte,
Conspurcada.
A Confusão e o Abstrato
Responda-me quem sou, pois eu não sei, ou talvez saiba. Não, não sei!
Eu não suporto o barulho culminante do universo em crise que aponta no fim de cada dia. Dói escutar o barulho do silêncio e o silêncio que vem com tantos gritos. É que eu não sei fazer outra coisa, nem sei do que na verdade sou capaz de fazer, e até onde posso sonhar sem que esses desejos não se tornem mais um capítulo do que não suporto mais ver.
Eu não suporto o barulho culminante do universo em crise que aponta no fim de cada dia. Dói escutar o barulho do silêncio e o silêncio que vem com tantos gritos. É que eu não sei fazer outra coisa, nem sei do que na verdade sou capaz de fazer, e até onde posso sonhar sem que esses desejos não se tornem mais um capítulo do que não suporto mais ver.
Saga n° 1 ou Endereço do Elo Perdido
Antes de mais alguma coisa, o elo perdido continuará perdido no final desse texto, portanto sinto muito se é esse o objetivo com a qual o lê. Estou procurando o endereço desse e segue os fatos:
Caminhando por entre estrelas promíscuas
(Promíscuas pois quando perguntei
Sobre sua origem e vida obtive
Um silêncio acolhedor de mais dúvidas).
Talvez seja isso a parte profunda do ato de ser
(Talvez seja antipatia por natureza,
Ou simplesmente um momento mágico
de ter apenas uma companhia: a sua própria).
Não sei mais, tenho duas teses para a indagação do eu.
(Prefiro abandoná-las antes que meu senso
Ou a falta dele me tome por completa e intuitivamente,
Relatando fatos preciosos ou descartáveis).
Caminhando por entre cacos e sem cicatrizes
(Consiste no ato de ser forte na madrugada só,
Antes que a explicação se perca
Em um regime de aspereza, na luz acesa que nada clareia).
Devo dizer que tudo isso se trata de noção,
(De quem se é, de quem não consegue entender o que se é.
Falo da introspecção máxima do natural
Esqueça o mundo e perceba: tudo está em alguma parte de você)
A teoria abordada sobre a busca do eu chegou as primeiras conclusões:
- O silêncio pode ser proposital mas, também pode assumir o papel de pensamento profundo e distração.
- É, sempre necessário viver consigo mesmo, por alguns instantes é imprescindível a solidão.
- A conclusão é a dúvida.
- É preciso de calma para enxergar a força que está em você, é possível colocar o mundo na palma da mão, não que ele seja pequeno mas é evidente que você o carrega nas costas (não falo da idéia de fardo. O mundo não é um fardo, o mundo é o que você o torna intimamente).
Tudo está em você.
Caminhando por entre estrelas promíscuas
(Promíscuas pois quando perguntei
Sobre sua origem e vida obtive
Um silêncio acolhedor de mais dúvidas).
Talvez seja isso a parte profunda do ato de ser
(Talvez seja antipatia por natureza,
Ou simplesmente um momento mágico
de ter apenas uma companhia: a sua própria).
Não sei mais, tenho duas teses para a indagação do eu.
(Prefiro abandoná-las antes que meu senso
Ou a falta dele me tome por completa e intuitivamente,
Relatando fatos preciosos ou descartáveis).
Caminhando por entre cacos e sem cicatrizes
(Consiste no ato de ser forte na madrugada só,
Antes que a explicação se perca
Em um regime de aspereza, na luz acesa que nada clareia).
Devo dizer que tudo isso se trata de noção,
(De quem se é, de quem não consegue entender o que se é.
Falo da introspecção máxima do natural
Esqueça o mundo e perceba: tudo está em alguma parte de você)
A teoria abordada sobre a busca do eu chegou as primeiras conclusões:
- O silêncio pode ser proposital mas, também pode assumir o papel de pensamento profundo e distração.
- É, sempre necessário viver consigo mesmo, por alguns instantes é imprescindível a solidão.
- A conclusão é a dúvida.
- É preciso de calma para enxergar a força que está em você, é possível colocar o mundo na palma da mão, não que ele seja pequeno mas é evidente que você o carrega nas costas (não falo da idéia de fardo. O mundo não é um fardo, o mundo é o que você o torna intimamente).
Tudo está em você.
O Não Entendimento
No meu palco, o tempo, a distância, alento.
Escrevendo, fazendo de mim mais forte que o vento.
Gritando ao mundo que há em mim,
Nada está ultrapassado, nem o tempo.
Tudo é muito curto, um vestígio de eternidade
Um beijo, abraço, paixões inexplicáveis,
Racionais. Dei-me conta de minha racionalidade,
É essa é a melhor sensação que existe.
Mesmo sabendo que não tomo conta de mim,
É muito bom saber que ninguém me tem.
Ninguém mesmo.
Nem eu.
Porque tudo é muito frágil,
Tudo se detém,
Mas tudo é ninguém.
Porque o universo está dentro de você,
Basta descobrir o lugar.
E até lá, permanecer sem entender,
Bom mesmo é achar que sabe de quase tudo,
E se surpreender um pouco,
Quando se descobre que não se sabe de nada.
Isso é não entendimento,
Visão que se aplica e te faz feliz.
Escrevendo, fazendo de mim mais forte que o vento.
Gritando ao mundo que há em mim,
Nada está ultrapassado, nem o tempo.
Tudo é muito curto, um vestígio de eternidade
Um beijo, abraço, paixões inexplicáveis,
Racionais. Dei-me conta de minha racionalidade,
É essa é a melhor sensação que existe.
Mesmo sabendo que não tomo conta de mim,
É muito bom saber que ninguém me tem.
Ninguém mesmo.
Nem eu.
Porque tudo é muito frágil,
Tudo se detém,
Mas tudo é ninguém.
Porque o universo está dentro de você,
Basta descobrir o lugar.
E até lá, permanecer sem entender,
Bom mesmo é achar que sabe de quase tudo,
E se surpreender um pouco,
Quando se descobre que não se sabe de nada.
Isso é não entendimento,
Visão que se aplica e te faz feliz.
Desempenhar
Você alguma vez se perguntou por que
Faz sempre aquelas mesmas coisas sem gostar? _Raul Seixas
Uma linha que cruza um canto distante,
Um canto do fundo de alguém que nunca vi.
Uma linha que se nota de longe,
E não se consegue decifrar.
Ela não consegue compreender coisas óbvias,
Talvez coisas óbvias não existam.
Ela escuta um som suave, e pode até imaginar
Que coisas leves podem ser pesadas.
Uma linha que continua indecifrável,
Não tão contínua...
Uma linha que cruza um canto distante,
Um canto do fundo de alguém que nunca vi.
Faz sempre aquelas mesmas coisas sem gostar? _Raul Seixas
Uma linha que cruza um canto distante,
Um canto do fundo de alguém que nunca vi.
Uma linha que se nota de longe,
E não se consegue decifrar.
Ela não consegue compreender coisas óbvias,
Talvez coisas óbvias não existam.
Ela escuta um som suave, e pode até imaginar
Que coisas leves podem ser pesadas.
Uma linha que continua indecifrável,
Não tão contínua...
Uma linha que cruza um canto distante,
Um canto do fundo de alguém que nunca vi.
Assinar:
Postagens (Atom)