Ir

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 Queria ter o dom de um poeta ou de um pintor...

Queria poder emoldurar tua face para todo o sempre, com algumas incertezas.


Tu és um furacão que eu nem vejo acontecer;

Que eu sinto muitas vezes que não é pra valer.


Queria entender tantos pormenores,

Mas o fato é que eu mal entendo tuas vírgulas,

Tão cientes que eu não ocupo tua vida.

Não entendo.


Minha incerteza às vezes encabula,

Mas, de certo, sabendo que nada muda,

Eu deva me deixar ir, como estou indo, a cada dia.


Ir, nada mais é do que uma ação.

"Vamos embora" é um ato.

Simbora, um fato.

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