O Concretismo Polêmico

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O Livro

Sinto vontade de comê-lo
De a cada raio de sol explorá-lo
Sei que não é por acaso
Encontro explicações
Ele é uma obsessão
Pra mim uma eterna inspiração.

Ele é bonito e charmoso
Cheio de tesouros
E nem o mais valioso ouro
Paga uma página do seu saber.

À noite, antes de dormir
Beijo-o ardentemente
O que ele me deu um dia
Sempre vai estar na minha mente.

Sou tão apaixonada
Amo suas humoradas piadas
São anos de casamento
E a certeza que não haverá sofrimento
Pois não haverá separação.

O que consigo ao seu lado
É inútil tentar esquecer
Não consigo dormir sem te olhar
E no próximo dia
Vamos nos encontrar.

Às vezes brigamos
Não concordo com algumas coisas
É natural nessa relação tão surreal
Não tenho ciúmes.

Sempre o quero ver
O empresto sempre que posso
Se é o melhor pra mim
Também é o melhor pra você.

Sempre teremos nossa história
De vida e glória
Eu e meu livro
Um grande amor e eternos suspiros.

L iberdade, que ao lado da nobre
I nteligência, representam uma
V ida de eterna dependência, vejo o
R eal lendo o surreal,
O meu casamento será continuamente.

Insígnia

Nada me convence
O novo aparenta envelhecer
O decrépito espera a hora
Do aqui jaz.

Não confio em coisa nenhuma
Não contemplo, nem converso,
Não sinto, mas me alimento.
As desgraças não me atraem
E, a televisão não me distrai.

O mundo é uma insígnia
E para provar que estou viva
Uso a poesia
Não sou nada do que pensas
Existe sempre a esperança.

Das lembranças importantes
Estás lá, das vidas de cá
Não explanas o que sentes
E, as doses de loucura
De um mundo misterioso.

O Meu Amor

Fogo que queima a vida
Medo sem instinto
Oh, menino!
Pois amo você.

Comparações e sugestões
Amigos e inimigos
Enfrentando guerra e paz
Amo-te cada vez mais.

É algo forte
Não sei explicar
É duradouro
Como é bom te amar.

Os anos se passam
O meu amor continua
Todos cheios de graça.

Inspiração Recebida

Fugindo de tudo e de todos
No bolso apenas a ousadia
Dos mais diversos sentimentos
A expectativa e a nostalgia.

Como é possível ter medo
Se é isso que sempre quis?
O trabalho às vezes incomoda
Estou vivendo por um segundo.

O tempo está passando
O corpo quer explodir
A mente não se inspira
O tudo não relaxa.

São versos de um poeta
Com uma boa agonia
Antes de entrar no palco
Para recitar sua poesia.

Difícil é a Vida

Difícil é a vida
Falta força muitas vezes
Para chegarmos ao fim do dia
Com todas as obrigações cumpridas.

Difícil é a vida
As dificuldades da família
Problemas enfrentados
Os detalhes percebidos.

Difícil é a vida
Para lembrar de tudo um pouco
Olhar para os nossos filhos
Abrir o jogo com o destino.

Difícil é a vida
Não quero ser melancólica
O importante é viver
Essa é a história.

Ode

Temos boca para falar
Ouvidos para ouvir
Nariz para cheirar
E olhos para olhar.

A loucura, a felicidade e a fantasia
Provém da cabeça e a agonia
As injustiças da vida que são cometidas.

Temos pernas para andar
Braços para balançar
Mãos para pegar
E unhas para cortar.

Correr, pular, buscar e ser feliz
Provém do corpo, da mente
Do seu desejo e do tanto quer lute.

Temos vida para viver
Amor para aproveitar
Livros para ler
Temos direitos e deveres
E temos mais deveres que direitos.

Protesto, apoio e desespero
Provém do nosso mundo
O que estamos vivendo
Pensando num mar de rosas
Ou pisando nos seus espinhos?