A noite arrependida
Foi arrebatada pelos vestígios.
Confusão! Palavras inauditas.
A insensatez maligna,
É suspiro distante da face.
As moradas possuem o doce tom do silêncio,
Nas entranhas o soluço é o som primordial
Razões tenebrosas de emoções espaçadas.
A força nada mais é do que a falta de medo.
As nuvens caem
E sopra o barulho do vento da noite.
Entre suspiros e desejos escondidos,
Aparece no cenário o casal de apaixonados.
Beijam-se e se abraçam ardentemente.
E morrem juntos no cenário real da peça imaginada.
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Hécate
A escuridão lhe contempla,
E tons de vinho se aproximam.
Senhoras aparecem, mas três a afugentam.
Na luz do sol ao meio-dia,
Ouviu os gritos, mas não viu a face.
De insatisfação é coberta,
E então os três aparecem.
São seus fieis companheiros
Na exatidão da encruzilhada.
É monstro na face.
É racional internamente.
A invocação na hora da magia
Faz-lhe rainha na hora errada.
Não há misericórdia alguma.
Mas há uma perdição qualquer.
É um lugar distante,
Mas que não aparece apenas em noites de fantasmas.
E tons de vinho se aproximam.
Senhoras aparecem, mas três a afugentam.
Na luz do sol ao meio-dia,
Ouviu os gritos, mas não viu a face.
De insatisfação é coberta,
E então os três aparecem.
São seus fieis companheiros
Na exatidão da encruzilhada.
É monstro na face.
É racional internamente.
A invocação na hora da magia
Faz-lhe rainha na hora errada.
Não há misericórdia alguma.
Mas há uma perdição qualquer.
É um lugar distante,
Mas que não aparece apenas em noites de fantasmas.
Como se foss’eu
Será doce como o mais puro mel,
E terá um sabor agradável e suave
Como se fosse o meu prato predileto.
Terá um gosto forte, no início e no final,
Como se fosse aquela pimenta...
Aquela cujo gosto é o que mais me agrada.
Será rápido como o vencedor de uma maratona,
E terá um traço súbito
Como se fosse a minha canção favorita.
Será bonito – no meio – como pérolas.
Precioso como o que só pode ser extraído...
Extraído de um só lugar.
Será devagar como a imagem em câmera lenta
E não estará a esmo, anda com liberdade,
No início – caminha – no meio – com direção – e no fim.
O início é um marco, mas o fim não é o final.
E terá um lugar no mundo...
Um lugar que será meu também.
E terá um sabor agradável e suave
Como se fosse o meu prato predileto.
Terá um gosto forte, no início e no final,
Como se fosse aquela pimenta...
Aquela cujo gosto é o que mais me agrada.
Será rápido como o vencedor de uma maratona,
E terá um traço súbito
Como se fosse a minha canção favorita.
Será bonito – no meio – como pérolas.
Precioso como o que só pode ser extraído...
Extraído de um só lugar.
Será devagar como a imagem em câmera lenta
E não estará a esmo, anda com liberdade,
No início – caminha – no meio – com direção – e no fim.
O início é um marco, mas o fim não é o final.
E terá um lugar no mundo...
Um lugar que será meu também.
A maldade divina
Composições torpes de letras inibidas,
Amores embriagados de uma leveza escondida.
O oculto se espalha e se revela,
E a noite ascende ao mesmo tempo em que o sol se desvela.
Picuinhas apaixonadas por confusão.
Confusão descrita aos moldes do que inventa a imaginação.
Criadora de mundos já existentes.
E os raios descem a conceber
Uma multidão endossada ao perecer
Ao nascer da escuridão.
Testemunhos verdadeiros de fatos mentirosos,
Sorrisos falsos, abraços tenebrosos.
A letra inspira a noite outrora parida.
E a serpente vai embora deixando os destroços:
Corações destruídos, mentes capciosas
Sorrisos esmagados, maldosos,
Cheios de bondade divina,
Cheios da maldade eterna.
Amores embriagados de uma leveza escondida.
O oculto se espalha e se revela,
E a noite ascende ao mesmo tempo em que o sol se desvela.
Picuinhas apaixonadas por confusão.
Confusão descrita aos moldes do que inventa a imaginação.
Criadora de mundos já existentes.
E os raios descem a conceber
Uma multidão endossada ao perecer
Ao nascer da escuridão.
Testemunhos verdadeiros de fatos mentirosos,
Sorrisos falsos, abraços tenebrosos.
A letra inspira a noite outrora parida.
E a serpente vai embora deixando os destroços:
Corações destruídos, mentes capciosas
Sorrisos esmagados, maldosos,
Cheios de bondade divina,
Cheios da maldade eterna.
Ogni tanto*
Já passa da metade da noite e de repente me pego pensando
Em nada!
Nesse momento, há algo em mim que parece explodir.
É algo triste e vazio. É como se nada do que houve até hoje valesse a pena,
Embora eu saiba que valeu.
Mas não o tanto que eu gostaria.
E agora estou suspensa e sem arrependimentos.
O vazio que me preencheu de mais vazio não foi em vão.
Sou avessa ao convencional,
Não gosto de modas. Às vezes percebo que até não gostar de modas é uma forma de rebeldia convencional.
Mas é que não encontro mais nenhuma.
Não posso afirmar o que sou ou o que não sou.
Talvez não seja nada, talvez eu seja o mundo.
Sei que dentro de mim há vários universos,
Não sei se pertenço a algum desses universos,
Não sei ao menos se pertenço a mim mesma, mas é certo de que se nem ao menos sou de mim não pertenço a ninguém.
Até agora não consegui dizer o que realmente quero,
Talvez a moral dessa história – se há moral – é que passarei a preencher pequenos vazios com grandes terremotos.
E desse poema sem ritmo no fim soa uma melodia.
* Ogni tanto (Ocasionalmente), música que escuto nesse momento, da fantástica Gianna Nannini.
Em nada!
Nesse momento, há algo em mim que parece explodir.
É algo triste e vazio. É como se nada do que houve até hoje valesse a pena,
Embora eu saiba que valeu.
Mas não o tanto que eu gostaria.
E agora estou suspensa e sem arrependimentos.
O vazio que me preencheu de mais vazio não foi em vão.
Sou avessa ao convencional,
Não gosto de modas. Às vezes percebo que até não gostar de modas é uma forma de rebeldia convencional.
Mas é que não encontro mais nenhuma.
Não posso afirmar o que sou ou o que não sou.
Talvez não seja nada, talvez eu seja o mundo.
Sei que dentro de mim há vários universos,
Não sei se pertenço a algum desses universos,
Não sei ao menos se pertenço a mim mesma, mas é certo de que se nem ao menos sou de mim não pertenço a ninguém.
Até agora não consegui dizer o que realmente quero,
Talvez a moral dessa história – se há moral – é que passarei a preencher pequenos vazios com grandes terremotos.
E desse poema sem ritmo no fim soa uma melodia.
* Ogni tanto (Ocasionalmente), música que escuto nesse momento, da fantástica Gianna Nannini.
Um poema de amor
A noite se aproxima e as luzes, tímidas, acendem.
Iluminam ainda de maneira pacata, estão caladas.
As luzes não falam, não sentem o que é emanado
Pelo belo par que se encontra abaixo do candeeiro.
Esse poderia ser um poema de amor.
Não o é. Não há amor no belo par.
Ocasionalmente penso, ocasionalmente choro,
Surpreendo-me. Ponto. Explosão.
Corpos e almas que brilham abaixo do candeeiro
Nada mais são do que o que poderia ter sido.
Iluminam ainda de maneira pacata, estão caladas.
As luzes não falam, não sentem o que é emanado
Pelo belo par que se encontra abaixo do candeeiro.
Esse poderia ser um poema de amor.
Não o é. Não há amor no belo par.
Ocasionalmente penso, ocasionalmente choro,
Surpreendo-me. Ponto. Explosão.
Corpos e almas que brilham abaixo do candeeiro
Nada mais são do que o que poderia ter sido.
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