Vício

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A fraqueza é um vício ou o vício é uma fraqueza?

Saber

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Ela não sabe se o tempo fica ou se passa,
Nem sabe o que é, nem sabe se é
Só sabe que é.

Mote

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Acredite-se.
Acredite-me.
Não gosto de problemas inventados.

Ela

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Confusamente esqueço e encontro,
Concebido encanto desemboca em leis.
A água quente verte na gélida face:
São libações profanamente santas.

A mente híbrida caminha por espaços obtusos,
A razão, filha da loucura, cinicamente sorri
E calmamente dedilha lugares na mente:
Ela está lá, ela está no lugar dela no mundo.

A mais segura habitação é ela mesma
E ela sai quando quer sair,
E vive quando decide viver.
E ela só se perde quando se permite,

Talvez faça isso porque se acha quando decide:
E o passado, que ela ama e odeia,
Faz dela interstícios entre as respirações:
Ela respira com amor profundo
Amor contente e descabido.

Mais dúvida

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Minhas dúvidas caminham a poucos centímetros de um lugar sem nome.
Eu não tenho nome.
Eu sou o meu lugar no universo;
Meu espaço é minha abstração.

Dúvida

Olhos para ver o mundo,
Ouvidos para ouvir música,
Ou coração para escrever poesia?

Isto tem um nome

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As palavras ditas sufocam caladas
Àqueles que as escutam gemendo de dor.
E todo sufocamento também é um erro,
Tal como quando dissemos o que não pensamos
E como quando pensamos e não dizemos.

É no erro que os acertos se iniciam,
E todo fim de prisão é seguido pelo ar.
O respirar e o aspirar de novas receitas,
Que de tão planejadas, de tão desejadas
Passam a ser fórmulas subjetivas.

O ar que me segue é o mesmo que me devora;
A tela branca na qual sou pintada
Espalha formas pitorescas do desconhecido.
O desconhecido revisitado em velhos cantos
Que emanam ensejos das palavras silenciadas.

E todos tem na vida, pelo menos, um desejo:
O meu é de falar baixo aquilo que grita o coração.
É internamente que supostamente me acho
E externamente quero me perder na razão de lhe ter.