Palidez Repentina

  • 7
Foi hoje com sua visita
Que meu coração se partiu ainda mais.

Envelheci a força,
Acordei aos gritos,
Sonhei com dias que nunca existiram.

A sua palidez me lavou a alma,
De longe, porém de perto,
Aos gritos meu corpo observava,
Seu repertório,
Enxugou de uma só vez minhas lágrimas.

Não foi vingança,
Mas é bom saber que o meu envelhecimento repentino
Ensinou-me muitas coisas:
Eu sempre soube que você voltaria
E que eu, te rejeitaria.

Escrito em: 15/04/08

Dá-me Tuas Flores

  • 4
Dá-me tuas flores, libertas as sensações,
Afoga os amores, a multidão faz alusão.
Escreve tua sina, mata todos os dragões,
Dá-me tuas flores, libertas o coração.

Dá-me tuas flores, escreve o que pensas
Poesia nossa expressa recitada na festa
Dos poetas que soltam a imaginação
Dá-me tuas flores, libertas o coração.

Dá-me tuas flores, comemora seu dia
Escrevendo poesia, a registrar tua ira,
Seu amor, ódio e razão.
Dá-me tuas flores, libertas o coração.

Ode a um dia Feliz

E já passou o dia,
De nada adiantou a tristeza,
Ela se foi passageira com o horizonte,
Gritou lá de fora, deu adeus.
Nem escutei direito,
Sai atrasado, com a face não tão cheia.

Oh! Ode passageira,
Que me visite amanhã.

Poesia Lunar

  • 3
São apenas anotações proibidas,
Relatos que constatam meu sopro de vida,
É como se não bastasse agir bem ou mal,
E desprezar a ânsia que me trás um sujeito normal.

Foi esquecida a forma de amar,
E relevado os fatos a se constatar.
Foi declarado pelo casal em momento crucial.
Expresso na poesia lunar.
Foi esquecido no fundo da gaveta
Escritos aos quais me entreguei
Hoje me falta coragem,
Para abrir a gaveta outra vez.

A Criatura

Que desprezível criatura, não se move, não se mistura,
Não se sente, que tem coragem, mas não tem vontade.
Não sabe o que procura, embora saiba o que quer.
É detestável nas escuras,
Ser simpática não é um dom.
Adorável não sei por quem, não sei porque seria assim.

Mas é uma bondosa criatura,
Que tem medo de viver,
Que tem vontade de morrer,
Que tem vontade de viver,
E, que não tem medo de morrer.
Não é dramática a criatura,
Ela só é muito só.
Ela só sofre só.
Ela só ficou só,
E jamais será completa.

Meus Planos

  • 3
Tenho uma imensa curiosidade de saber como serei quando estiver mais velha...

Será que darei aulas de história?
Será que nos fins de semana olharei pro meu simpático jardim, com um livro e um copo de café na mão?
Será que realmente pintarei meus cabelos de vermelho e irei pular estrelinha aos cinquenta anos?
Será que serei a velhinha mais simpática da rua?

Até lá pretendo colocar meus outros planos em prática, ou simplesmente não ter planos, e sim... sonhos.

A Desvantagem Perdida

  • 3
É a desvantagem perdida. E se eu emudecer é porque mais nada tenho a fazer,
Mesmo ainda não tendo me libertado desta sina.

Será que fico ou faço,
Vou ou desfaço?
Escrevo ou apago,

Será que permaneço?