O segredo, o ódio da paixão inacabada,
Faz-se de forte, mas no quarto em lágrimas desaba.
Ele já não sabe mais escrever a sua sina,
E em teus olhos brota o corpo penetrante.
Que em fogo ardente faz gelar os teus conselhos,
Calou a boca, o coração e a cabeça,
Por covardia ou por falta de coragem,
Não foi fiel quando trovou o que enseja.
Largue o mundo e ponha as cartas sobre a mesa.
Abra a boca, o coração e a cabeça.
Lave o rosto e dê dois passos indesejados,
Que intemporal idade não saber o que dizer,
Mas não é condenável não ter como fazer.
Dê a glória aos que pelo menos tentam,
Muitos acabaram e morreram por morrer.
Poema Vazio
A estrela cadente se curva deprimente,
No fóssil, no ócil de se estar ausente
Não se enxerga é, um traço do passado,
Que comumente pensa estar inacabado
E, com efeito, o que se irá dizer?
Quando fecharem as portas e não restar que fazer?
Nos interstícios do homem sem razão,
Quem é que condena, e quem faz a exaltação?
Dê a vivacidade merecida à loucura estrelada,
Pelo fato comum discutido nas calçadas.
E não pense que falar é deprimente,
Pior que isso é estar sempre ausente.
E aceitar só falar o tempo inteiro,
É acabar o seu seleiro, é desespero.
No fóssil, no ócil de se estar ausente
Não se enxerga é, um traço do passado,
Que comumente pensa estar inacabado
E, com efeito, o que se irá dizer?
Quando fecharem as portas e não restar que fazer?
Nos interstícios do homem sem razão,
Quem é que condena, e quem faz a exaltação?
Dê a vivacidade merecida à loucura estrelada,
Pelo fato comum discutido nas calçadas.
E não pense que falar é deprimente,
Pior que isso é estar sempre ausente.
E aceitar só falar o tempo inteiro,
É acabar o seu seleiro, é desespero.
Um Recipiente
Sem entender onde está o crime, quem ama ou finge se esvai. Onde estaria meu eu nesse instante? Por trás de algum dia perdido – isso é impossível – porque por mais que um erro seja cometido ele o foi, e o dia bem ou mal lhe serviu. Não seja servo dele.
Estou me reiventando a cada instante, regido pela sorte e movido pelo acaso, o entorpecente do não entendimento e do lapso que me foge e não regenera.
Estou me reiventando a cada instante, regido pela sorte e movido pelo acaso, o entorpecente do não entendimento e do lapso que me foge e não regenera.
A Fúria da Enxurrada
Tudo começou quando perdi a companhia que alegrava meu espírito.
Alguém que estava em mim. Não há mais ninguém que sobreviva a fúria da
enxurrada que por todos os dias celebra nossos anos de casamento.
Eu desprezei minha emoção, caminhei por ruas escuras, eu pensei que
alguém fosse chegar pra segurar a triste fúria. Fui incompleta, só.
Não importa mais nada, alguém quer se dividir,
Só há um motivo que me prende aqui,
Isso não é algo que eu possa explicar.
Alguém que estava em mim. Não há mais ninguém que sobreviva a fúria da
enxurrada que por todos os dias celebra nossos anos de casamento.
Eu desprezei minha emoção, caminhei por ruas escuras, eu pensei que
alguém fosse chegar pra segurar a triste fúria. Fui incompleta, só.
Não importa mais nada, alguém quer se dividir,
Só há um motivo que me prende aqui,
Isso não é algo que eu possa explicar.
Ínfimo
Usa, abusa
Dos costumes infame,
Como é bom ser ínfimo.
A crítica da atração me governa, me guia.
A ira da destruição.
Não me leva. Nem eleva.
Não uso de segredos meus,
Descubro os teus.
Chantagem.
Ato puramente,
Deprimente,
Deslustrado.
Alma lapidada.
Na arte,
Conspurcada.
Dos costumes infame,
Como é bom ser ínfimo.
A crítica da atração me governa, me guia.
A ira da destruição.
Não me leva. Nem eleva.
Não uso de segredos meus,
Descubro os teus.
Chantagem.
Ato puramente,
Deprimente,
Deslustrado.
Alma lapidada.
Na arte,
Conspurcada.
A Confusão e o Abstrato
Responda-me quem sou, pois eu não sei, ou talvez saiba. Não, não sei!
Eu não suporto o barulho culminante do universo em crise que aponta no fim de cada dia. Dói escutar o barulho do silêncio e o silêncio que vem com tantos gritos. É que eu não sei fazer outra coisa, nem sei do que na verdade sou capaz de fazer, e até onde posso sonhar sem que esses desejos não se tornem mais um capítulo do que não suporto mais ver.
Eu não suporto o barulho culminante do universo em crise que aponta no fim de cada dia. Dói escutar o barulho do silêncio e o silêncio que vem com tantos gritos. É que eu não sei fazer outra coisa, nem sei do que na verdade sou capaz de fazer, e até onde posso sonhar sem que esses desejos não se tornem mais um capítulo do que não suporto mais ver.
Saga n° 1 ou Endereço do Elo Perdido
Antes de mais alguma coisa, o elo perdido continuará perdido no final desse texto, portanto sinto muito se é esse o objetivo com a qual o lê. Estou procurando o endereço desse e segue os fatos:
Caminhando por entre estrelas promíscuas
(Promíscuas pois quando perguntei
Sobre sua origem e vida obtive
Um silêncio acolhedor de mais dúvidas).
Talvez seja isso a parte profunda do ato de ser
(Talvez seja antipatia por natureza,
Ou simplesmente um momento mágico
de ter apenas uma companhia: a sua própria).
Não sei mais, tenho duas teses para a indagação do eu.
(Prefiro abandoná-las antes que meu senso
Ou a falta dele me tome por completa e intuitivamente,
Relatando fatos preciosos ou descartáveis).
Caminhando por entre cacos e sem cicatrizes
(Consiste no ato de ser forte na madrugada só,
Antes que a explicação se perca
Em um regime de aspereza, na luz acesa que nada clareia).
Devo dizer que tudo isso se trata de noção,
(De quem se é, de quem não consegue entender o que se é.
Falo da introspecção máxima do natural
Esqueça o mundo e perceba: tudo está em alguma parte de você)
A teoria abordada sobre a busca do eu chegou as primeiras conclusões:
- O silêncio pode ser proposital mas, também pode assumir o papel de pensamento profundo e distração.
- É, sempre necessário viver consigo mesmo, por alguns instantes é imprescindível a solidão.
- A conclusão é a dúvida.
- É preciso de calma para enxergar a força que está em você, é possível colocar o mundo na palma da mão, não que ele seja pequeno mas é evidente que você o carrega nas costas (não falo da idéia de fardo. O mundo não é um fardo, o mundo é o que você o torna intimamente).
Tudo está em você.
Caminhando por entre estrelas promíscuas
(Promíscuas pois quando perguntei
Sobre sua origem e vida obtive
Um silêncio acolhedor de mais dúvidas).
Talvez seja isso a parte profunda do ato de ser
(Talvez seja antipatia por natureza,
Ou simplesmente um momento mágico
de ter apenas uma companhia: a sua própria).
Não sei mais, tenho duas teses para a indagação do eu.
(Prefiro abandoná-las antes que meu senso
Ou a falta dele me tome por completa e intuitivamente,
Relatando fatos preciosos ou descartáveis).
Caminhando por entre cacos e sem cicatrizes
(Consiste no ato de ser forte na madrugada só,
Antes que a explicação se perca
Em um regime de aspereza, na luz acesa que nada clareia).
Devo dizer que tudo isso se trata de noção,
(De quem se é, de quem não consegue entender o que se é.
Falo da introspecção máxima do natural
Esqueça o mundo e perceba: tudo está em alguma parte de você)
A teoria abordada sobre a busca do eu chegou as primeiras conclusões:
- O silêncio pode ser proposital mas, também pode assumir o papel de pensamento profundo e distração.
- É, sempre necessário viver consigo mesmo, por alguns instantes é imprescindível a solidão.
- A conclusão é a dúvida.
- É preciso de calma para enxergar a força que está em você, é possível colocar o mundo na palma da mão, não que ele seja pequeno mas é evidente que você o carrega nas costas (não falo da idéia de fardo. O mundo não é um fardo, o mundo é o que você o torna intimamente).
Tudo está em você.
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