Um quase soneto ao contrário

  • Mar
    14
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Um sentimento sem sentido
E, quem sabe, talvez até autoritário
A alegria na ausência do sorriso

A mergulhar em rio raso
Uma vida plena de estímulo
Que, de certo, engana até o pecado

Que me obriga austeramente a mentir
E do perdão me faz cordialmente desviar
Ainda bem! Não nasci pro céu, devo admitir
A salvação talvez seja me desviar

Quem sabe hoje posso fingir
O óbvio talvez possa desmantelar
A revolução de vermelho tingir
Pra nessa confusão me (des)enquadrar

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