Desempenhar

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Você alguma vez se perguntou por que
Faz sempre aquelas mesmas coisas sem gostar? _Raul Seixas


Uma linha que cruza um canto distante,
Um canto do fundo de alguém que nunca vi.
Uma linha que se nota de longe,
E não se consegue decifrar.

Ela não consegue compreender coisas óbvias,
Talvez coisas óbvias não existam.
Ela escuta um som suave, e pode até imaginar
Que coisas leves podem ser pesadas.

Uma linha que continua indecifrável,
Não tão contínua...
Uma linha que cruza um canto distante,
Um canto do fundo de alguém que nunca vi.

Uma Fala

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Você lembra o cheiro do mar,
Você lembra.

Você é agora tudo em que eu acreditava há um tempo,
Pensei que fosse me ler em alguém
Então, ganhei de uma nova paixão,
Um gosto de nova ilusão, que não aconteceu.

Evitei o esplendor de senti.

Você é como flor dos trigais,
Tanta humildade trás.
E você jorra da minha boca de paz, intuitivamente,
Teu suco doce tomei
Pensei... eu pensei na tua boca novamente
Eu pensei em me fantasiar de forte
Eu andei pelas ruas, pelas praças.
Empata-me de andar.
Só quero sentar e pensar no teu jeito doce,
Na viva realidade que nunca havia provado.
Na pura, boa meninice que seu figurino me disse.

Olhei bem no fundo do mar
Eu fazia de tudo para você olhar distante também
E mesmo de longe enxergamos toda a verdade completa
Que estar...

No mesmo bonde
Lá no infinito onde nosso amor não mais se esconde.

Aproximamos as mãos, então
Em nada mais consegui pensar, não consegui tentar.

Em pouco nenhum
Comecei a voar, só de imaginar a doce paixão que ali estava por enraizar.
E mesmo só tocando nas mãos,
Havia luz nos teus olhos que vinha para os meus,
E dos meus para os seus,
Era mesmo amor, com muito pudor, respeito e sintonia.

Minha boca agora está
Com o gosto doce da brisa do mar, do ar, do mar, do ar.